Você está em:
ModaAmissima é acusada de trabalho escravo em linha de produção

Amissima é acusada de trabalho escravo em linha de produção

21 de dezembro de 2018 • 12:28
por Yuri Ribeiro

Durante essa semana veio à tona mais um escândalo envolvendo trabalho escravo no mercado da moda. O site “The Intercept Brasil” publicou uma matéria onde a Amissima, a empresa liderada pela diretora de estilo sul-coreana Suzana Cha, é acusada de usar os serviços de duas oficinas de costura com trabalhadores em condições análogas à escravidão.

A matéria é assinada por Thais Lazzeri que visitou as oficinas junto com auditores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de SP, que investigam as irregularidades, no último dia 6 de dezembro. Na descrição dela, as oficinas ficam em imóveis degradados em bairros periféricos da capital paulista, são contratadas diretamente pela Amissima sem intermediários e também servem como casa pras famílias que trabalham lá. O turno de trabalho costuma ser das 8h às 22h, com intervalos rápidos pra refeição, e pagamento de acordo com produtividade e qualidade nas entregas. O salário dá mais ou menos R$ 900 por mês – o teto da categoria é R$ 1.450,02.

O Ministério do Trabalho autua a Amissima por 23 irregularidades depois da operação. A marca deve pagar R$ 553 mil em indenização aos trabalhadores e, com o fundo de garantia, os trabalhadores vão receber perto de R$ 600 mil. O CEO da Amissima, Jaco Yoo, afirmou pro “The Intercept” que errou ao não fiscalizar as condições de trabalho nas oficinas contratadas pela marca e lamentou pelos migrantes sem documentação.


Seja o primeiro a comentar

A moda sai de moda, o estilo jamais.

Coco Chanel